
01 - TEOLOGIA SISTEMTICA

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil



INTRODUO
O termo teologia, segundo seus aspectos etimolgicos,  composto de duas palavras gregas: Theos (Deus) e logos (palavra, fala, expresso).
Tanto Cristo, a Palavra Viva, como a Bblia, a Palavra Escrita, so o Logos de Deus. Eles so para Deus o que a expresso  para o pensamento e o que a fala  para
a razo.

A teologia,  portanto uma Theo-logia, isto , uma palavra, uma fala ou expresso sobre Deus; uma doutrina sobre Deus.  o estudo sobre a revelao de Deus que 
a expresso dos Seus pensamentos e, logo, , tambm, o estudo sobre Sua prpria Pessoa. Portanto teologia  o estudo sobre Deus, sua obra e sua revelao.

Embora no encontremos nas Escrituras a palavra teologia, ela  bblica em seu carter. Em Rm.3:2 encontramos ta logia tou Theou (os orculos de Deus); em 1Pe.4:11
encontramos logia Theou (orculos de Deus), e em Lc.8:21 temos ton Logon tou Theou (a Palavra de Deus).

TEOLOGIA SISTEMTICA
Nenhuma exposio sobre Deus seria completa se no contemplasse Suas obras e Seus caminhos no universo que Ele criou, alm de Sua Pessoa. Toda cincia provm e mantm
relao com o Criador de todas as coisas e com Seu propsito na criao. E toda verdade  verdade de Deus, onde quer que ela seja encontrada. Deus se revelou na 
criao e nas Escrituras, e a verdade achada pelas cincias naturais e sociais, por cristos ou profanos, no  verdade profana;  verdade sagrada de Deus (Cl.2:3). 
Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais til em dada circunstncia, 
e uma outra em outra, mas ambas tm valor como verdade. 

Portanto  perfeitamente lcito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia. O estudo teolgico que incorpora em seu escpo o exame 
das cincias naturais e sociais,  denominado teologia sistemtica.

DIVERSAS DEFINIES DE TEOLOGIA 
A) Chafer: Uma cincia que segue um esquema ou uma ordem humana de desenvolvimento doutrinrio e que tem o propsito de incorporar no seu sistema a verdade a respeito 
de Deus e o Seu universo a partir de toda e qualquer fonte (Lewis Sperry Chafer). 

B) Chafer: Teologia sistemtica pode ser definida como a coleo, cientificamente arrumada, comparada, exibida e defendida de todos os fatos de toda e qualquer fonte 
referentes a Deus e s Suas obras. Ela  temtica porque segue uma forma de tese humanamente idealizada, e apresenta e verifica a verdade como verdade (Lewis Sperry 
Chafer). 

C) Alexander: A cincia de Deus... Um resumo da verdade religiosa cientificamente arranjada, ou uma coleo filosfica de todo o conhecimento religioso (W. Lindsay 
Alexander). 

D) Hodge: A teologia sistemtica tem por objetivo sistematizar os fatos da Bblia, e averiguar os princpios ou verdades gerais que tais fatos envolvem (Charles 
Hodge). 

E) Strong: A cincia de Deus e dos relacionamentos de Deus com o universo (A. H. Strong). 

F) Thomas: A cincia  a expresso tcnica das leis da natureza; a teologia  a expresso tcnica da revelao de Deus. Faz parte da teologia examinar todos os fatos 
espirituais da revelao, calcular o seu valor e arranj-los em um corpo de ensinamentos. A doutrina, assim, corresponde s generalizaes da cincia (W. H. Griffith 
Thomas) 

G) Shedd: Uma cincia que se preocupa com o infinito e o finito, com Deus e o universo. O material, portanto, que abrange  mais vasto do que qualquer outra cincia. 
Tambm  a mais necessria de todas as cincias (W. G. T. Shedd). 

H) Definies Inadequadas: Para definir teologia foram empregados alguns termos enganadores e injustificados. J se declarou que ela  "a cincia da religio"; mas 
o termo religio de maneira nenhuma  um sinnimo da Pessoa de Deus e de toda a Sua obra. Da mesma forma j se disse que ela  "o tratamento cientfico daquelas 
verdades que se encontram na Bblia; mas esta cincia, embora extrai a poro maior do seu material das Escrituras, extrai tambm o seu material de toda e qualquer 
fonte". A teologia sitemtica tambm tem sido definida como o arranjo ordeiro da doutrina crist; mas como o cristianismo representa apenas uma simples frao de 
todo o campo da verdade relativa  Pessoa de Deus e o Seu universo, esta definio no  adequada.

OUTRAS TEOLOGIAS 
A) Teologia Natural: Estuda fatos que se referem a Deus e Seu universo que se encontra revelado na natureza. 

B) Teologia Exegtica: Estuda o Texto Sagrado e assuntos relacionados, atravs do estudo das lnguas originais, da arqueologia bblica, da hermenutica bblica e 
da teologia bblica. 

C) Teologia Bblica: Investiga a verdade de Deus e o Seu universo no seu desenvolvimento divinamente ordenado e no seu ambiente histrico conforme apresentados nos 
diversos livros da Bblia. A teologia bblica  a exposio do contedo doutrinrio e tico da Bblia, conforme originalmente revelada. A teologia bblica extrai 
o seu material exclusivamente da Bblia. 

D) Teologia Histrica: Considera o desenvolvimento histrico da doutrina, mas tambm investiga as variaes sectrias e herticas da verdade. Ela abrange histria 
bblica, histria da igreja, histria das misses, histria da doutrina e histria dos credos e confisses. 

E) Teologia Dogmtica:  a sistematizao e defesa das doutrinas expressas nos smbolos da igreja. Assim temos "Dogmtica Crist", por H. Martensen, com uma exposio 
e defesa da doutrina luterana; "Teologia Dogmtica", por Wm. G. T. Shedd, como uma exposio da Confisso de Westminster e de outros smbolos presbiterianos; e "Teologia 
Sistemtica", por Louis Berkhof, como uma exposio da teologia reformada. 

F) Teologia Prtica: Trata da aplicao da verdade aos coraes dos homens. Ela busca aplicar  vida prtica os ensinamentos das outras teologias, para edificao, 
educao, e aprimoramento do servio dos homens. Ela abrange os cursos de homiltica, administrao da igreja, liturgia, educao crist e misses.













































02 - TEOLOGIA: DOUTRINA DE DEUS

I. DEFINIES DE DEUS: 
A) Definio Filosfica de Plato: Deus  o comeo, o meio e o fim de todas as coisas. Ele  a mente ou razo suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, 
imutvel, onisciente, onipotente; tudo permeia e tudo controla;  justo, santo, sbio e bom; o absolutamente perfeito, o comeo de toda a verdade, a fonte de toda 
a lei e justia, a origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o bem.   
B) Definio Crist do Breve Catecismo: Deus  um Esprito, infinito, eterno e imutvel em Seu Ser, sabedoria, poder, santidade, justia, bondade e verdade.   
C) Definio Combinada: Deus  um esprito infinito e perfeito em quem todas as coisas tem sua origem, sustentao e fim (Jo.4:24; Ne.9:6; Ap.l:8; Is.48:12; Ap.1:17). 
D) Definies Bblicas: As expresses "Deus  Esprito" (Jo.4:24) e "Deus  Luz " (IJo.1:5), so expresses da natureza essencial de Deus, enquanto que a expresso 
"Deus  amor" (IJo.4:7)  expresso de Sua personalidade. (ITm.6:16)   

II. ESSNCIA OU NATUREZA DE DEUS:  
Quando falamos em essncia de Deus, queremos significar tudo o que  essencial ao Seu Ser como Deus, isto , substncia e atributos. 
 A) Substncia de Deus: 
1) H duas substncias: matria e esprito. 
2) Deus  uma substncia simples: A substncia de Deus  puro esprito, sem mistura com a matria (Jo.4:24).   
B) Atributos de Deus: 
Sua substncia  Esprito e Seus atributos so as qualidades ou propriedades dessa substncia. Atributos  a manifestao do Ser de Deus.   

III. CLASSIFICAO DOS ATRIBUTOS: 
A) Naturais e Morais: Tambm chamados de "intransitivos e transitivos", "incomunicveis e comunicveis", "absolutos e relativos", "negativos e positivos" ou "imanentes 
e emanentes".   
B) Atributos Naturais:   
1) Vida: Deus tem vida; Ele ouve, v, sente e age, portanto  um Ser vivo (Jo.10:10; Sl.94:9,l0; IICr.16:9; At.14:15; ITs.1:9). Quando a Bblia fala do olho, do 
ouvido, da mo de Deus, etc., fala metaforicamente. A isto se d o nome de antropomorfismo. Deus  vida (Jo.5:26; 14:26) e o princpio de vida (At.17:25,28).   
2) Espiritualidade: Deus, sendo Esprito,  incorpreo, invisvel, sem substncia material, sem partes ou paixes fsicas e, portanto,  livre de todas as limitaes 
temporais (Jo.4:24; Dt.4:15-19,23; Hb.12:9; Is.40:25; Lc.24:39; Cl.1:15; ITm.1:17; IICo.3:17)   
3) Personalidade: Existncia dotada de auto-conscincia e auto-determinao (Ex.3:14; Is.46:11). 
a) Volio ou vontade = querer (Is.46:10; Ap.4:11). 
b) Razo ou intelecto = pensar (Is.14:24; Sl.92:5; Is.55:8). 
c) Emoo ou sensibilidade = sentir (Gn.6:6, IRs.11:9, Dt.6:15; Pv.6:16; Tg.4:5)   
4) Tri-Unidade:   
a)       Unidade de Ser: H no Ser divino apenas uma essncia indivisvel. Deus  um em sua natureza constitucional. A palavra hebraica que significa um no sentido 
absoluto  yacheed(Gn.22:2), isto , uma unidade numrica simples. Essa palavra no  empregada para expressar a unidade da divindade. A unidade da divindade  ensinada 
nas palavras de Jesus: Eu e o Pai somos um. (Jo.10:30). Jesus est falando da unidade da essncia e no de unidade de propsito. (Jo.17:11,21-23, IJo.5:7)   
b)       Trindade de Personalidade: H trs Pessoas no Ser divino: o Pai, o Filho e o Esprito Santo. A palavra hebraica que significa um no sentido de nico  echad 
que se refere a uma unidade composta. Esta palavra  empregada para expressar a unidade da divindade. Esta palavra  usada em Dt.6:4; Gn.2:24 e Zc.14:9 (Veja tambm 
Dt.4:35;32:39; ICr.29:1; Is.43:10;44:6;45:5; IRs.8:60; Mc.10:9;12:29; ICo.8:5,6; ITm.2:5; Tg.2:19; Jo.17:3; Gl.3:20; Ef.4:6).   
c)       Elohim: Este nome est no plural e no concorda com o verbo no singular quando designativo de Deus (Gn.1:26;3:22; 11:6,7;20:13;48:15; Is.6:8) 
d)       H distino de Pessoas na Divindade: Algumas passagens mostram uma das Pessoas divinas se referindo  outra (Gn.19:24; Os.1:7; Zc.3:1,2; IITm.1:18; Sl.110:1; 
Hb.1:9).   

5) Auto-Existncia: Jernimo disse: Deus  a origem de Si mesmo e a causa de Sua prpria substncia. Jernimo estava errado, pois Deus no tem causa de existncia, 
pois no criou a Si mesmo e no foi causado por outra coisa ou por Si mesmo; Ele nunca teve incio. Ele  o Eterno EU SOU (Ex.3:14), portanto Deus  absolutamente 
independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser. Deus  a razo de sua prpria existncia (Jo.5:26; At.17:24-28; ITm.6:15,16). 

6) Infinidade ou Perfeio  o atributo pelo qual Deus  isento de toda e qualquer limitao em seu Ser e em seus atributos (J.11:7-10; Mt.5:48). A infinidade de 
Deus se contrasta com o mundo finito em sua relao tempo-espao. 

a)       Eternidade: A infinidade de Deus em relao ao tempo  denominada eternidade. Deus  Eterno (Sl.90:2; 102:12,24-27; Sl.93:2; Ap.1:8; Dt.33:27; Hb.1:12). 
A eternidade de Deus no significa apenas durao prolongada, para frente e para traz, mas sim que Deus transcende a todas as limitaes temporais (IIPe.3:8) existentes 
em sucesses de tempo. Deus preenche o tempo. Nossa vida se divide em passado, presente e futuro. mas no h essa diviso na vida de Deus. Ele  o Eterno EU SOU. 
Deus  elevado acima de todos os limites temporais e de toda a sucesso de momentos, e tem a totalidade de sua existncia num nico presente indivisvel (Is.57:15). 
b)       Imensido: A infinidade de Deus em relao ao espao  denominada imensido ou imensidade. Deus  imenso (Grande ou Majestoso; J.36:5,26; J.37:22,23; 
Jr.22:18; Sl.145:3). Imensido  a perfeio de Deus pela qual Ele transcende (ultrapassa) todas as limitaes espaciais e, contudo est presente em todos os pontos 
do espao com todo o seu Ser PESSOAL (no  pantesmo). A imensido de Deus  intensiva e no extensiva, isto , no significa extenso ilimitada no espao, como 
no pantesmo. A imensido de Deus  transcendente no espao (intramundano ou imanente = dentro do mundo - Sl.139:7-12; Jr.23:23,24) e fora do espao (supramundano 
= acima do mundo; extramundano = alm do mundo; emanente = fora do mundo - IRs.8:27; Is.57:15).   
c)       Onipresena:  quase sinnimo de imensido: A imensidade denota a transcendncia no espao enquanto que a onipresena denota a imanncia no espao. Deus 
 imanente em todas as Suas criaturas e em toda a criao. A imanncia no deve ser confundida com o pantesmo (tudo  Deus) ou com o desmo que ensina que Deus 
est presente no mundo apenas com seu poder (per portentiam) e no com a essncia e natureza de ser Ser (per essentiam et naturam) e que age sobre o mundo  distncia. 
Deus ocupa o espao repletivamente porque preenche todo o espao e no est ausente em nenhuma parte dele, mas tampouco est mais presente numa parte que noutra 
(Sl.139:11,12). Deus ocupa o espao variavelmente porque Ele no habita na terra do mesmo modo que habita no cu, nem nos animais como habita nos homens, nem nos 
mpios como habita nos piedosos, nem na igreja como habita em Cristo (Is.66:1; At.17:27,28; Compare Ef.1:23 com Cl.2:9).   

7) Imutabilidade  o atributo pelo qual no encontramos nenhuma mudana em Deus, em sua natureza, em seus atributos e em seu conselho.   
a)       A "base" para a imutabilidade de Deus:  Sua simplicidade, eternidade, auto-existncia e perfeio. Simplicidade porque sendo Deus uma substncia simples, 
indivisvel, sem mistura, no est sujeito a variao (Tg.1:17). Eternidade porque Deus no est sujeito s variaes e circunstncias do tempo, por isso Ele no 
muda (Sl.102:26,27; Hb.1:12 e 13:8). Auto-existncia porque uma vez que Deus no  causado, mas existe em Si mesmo, ento Ele tem que existir da forma como existe, 
portanto sempre o mesmo (Ex.3:14). E perfeio porque toda mudana tem que ser para melhor ou pior e sendo Deus absolutamente perfeito jamais poder ser mais sbio, 
mais santo, mais justo, mais misericordioso, e nem menos. Por isso Deus  imutvel como a rocha (Dt.32:4).   
b)       Imutabilidade no significa imobilidade: Nosso Deus  um Deus de ao (Is.43:13).   
c)       Imutabilidade implica em no arrependimento: Alguns versculos falam de Deus como se Ele se arrependesse (Ex.32:14, IISm.24:16, Jr.18:8; Jl.2:13). Trata-se 
de antropomorfismo (Nm.23:19; Rm.11:29; ISm.15:29; Sl.110:4).   
d)       Imutabilidade de Deus em Sua natureza: Deus  perfeito em sua natureza por isso no muda nem para melhor nem para pior (Ml.3:6).   
e)       Imutabilidade de Deus em Seus atributos: Deus  imutvel em suas promessas (IRs.8:56; IICo.1:20); em sua misericrdia (Sl.103:17; Is.54:10); em sua justia 
(Ez.8:18); em seu amor (Gn.18:25,26).   
f)        Imutabilidade de Deus em Seu conselho: Deus planejou os fatos conforme a sua vontade e decretou que este plano seja concretizado. Nada poder se opor  
sua vontade. O prprio Deus jamais mudar de opinio, mas far conforme seu plano predeterminado (Is.46:9,10; Sl.33:11; Hb.6:17).   
8) Oniscincia Atributo pelo qual Deus, de maneira inteiramente nica, conhece-se a Si prprio e a todas as coisas possveis e reais num s ato eterno e simples. 
O conhecimento de Deus tem suas caractersticas:   
a)         arqutipo: Deus conhece o universo como ele existe em Sua prpria idia anterior  sua existncia como realidade finita no tempo e no espao; e este 
conhecimento no  obtido de fora, como o nosso (Rm.11:33,34).  
b)         inato e imediato: No resulta de observao ou de processo de raciocnio (J.37:16)   
c)         simultneo: No  sucessivo, pois Deus conhece as coisas de uma vez em sua totalidade, e no de forma fragmentada uma aps outra (Is.40:28).   
d)         completo: Deus no conhece apenas parcialmente, mas plenamente consciente (Sl.147:5).   
e)        Conhecimento necessrio: Conhecimento que Deus tem de Si mesmo e de todas as coisas possveis, um conhecimento que repousa na conscincia de sua onipotncia. 
 chamado necessrio porque no  determinado por uma ao da vontade divina. (Por exemplo: O conhecimento do mal  um conhecimento necessrio porque no  da vontade 
de Deus que o mal lhe seja conhecido (Hc.1:13) Deus no pode nem quer ver o mal, mas o conhece, no por experincia, que envolve uma ao de Sua vontade, mas sim 
por simples inteligncia, por ser ato do intelecto divino (veja IICo.5:21 onde o termo grego ginosko  usado).   
f)         Conhecimento livre:  aquele que Deus tem de todas as coisas reais, isto , das coisas que existiram no passado, que existem no presente e existiro no 
futuro.  tambm chamado visionis, isto , conhecimento de vista.   
g)        Prescincia: Significa conhecimento prvio; conhecimento de antemo. Como Deus pode conhecer previamente as aes livres dos homens? Deus decretou todas 
as coisas, e as decretou com suas causas e condies na exata ordem em que ocorrem, portanto sua prescincia de coisas contingentes (ISm.23:12; IIRs.13:19; Jr.38:17-20; 
Ez.3:6 e Mt.11:21) apoia-se em seu decreto. Deus no originou o mal mas o conheceu nas aes livres do homem (conhecimento necessrio), o decretou e preconheceu 
os homens. Portanto a ordem : conhecimento necessrio, decreto, prescincia. A prescincia de Deus  muito mais do que saber o que vai acontecer no futuro, e seu 
uso no N.T.  empregado como na LXX que inclui Sua escolha efetiva (Nm.16:5; Jz.9:6; Am.3:2). Veja Rm.8:29; IPe.1:2; Gl.4:9. Como se processou o conhecimento necessrio 
de Deus nas livres aes dos homens antes mesmo que Ele as decretasse? A liberdade humana no  uma coisa inteiramente indeterminada, solta no ar, que pende numa 
ou noutra direo, mas  determinada por nossas prprias consideraes intelectuais e carter (lubentia rationalis = auto-determinao racional). Liberdade no  
arbitrariedade e em toda ao racional h um porqu, uma razo que decide a ao. Portanto o homem verdadeiramente livre no  o homem incerto e imprevisvel, mas 
o homem seguro. A liberdade tem suas leis - leis espirituais - e a Mente Onisciente sabe quais so (Jo.2:24,25). Em resumo, a prescincia  um conhecimento livre 
(scientia libera) e, logicamente procede do decreto, "...segundo o decreto sua vontade" (Ef.1:11).   
h)        Sabedoria: A sabedoria de Deus  a Sua inteligncia como manifestada na adaptao de meios e fins. Deus sempre busca os melhores fins e os melhores meios 
possveis para a consecuo dos seus propsitos. H.B. Smith define a sabedoria de Deus como o Seu atributo atravs do qual Ele produz os melhores resultados possveis 
com os melhores meios possveis. Uma definio ainda melhor h de incluir a glorificao de Deus: Sabedoria  a perfeio de Deus pela qual Ele aplica o seu conhecimento 
 consecuo dos seus fins de um modo que o glorifica o mximo (Rm.ll:33-36; Ef.1:11,12; Cl.1:16). Encontramos a sabedoria de Deus na criao (Sl.19:1-7; Sl.104), 
na redeno (ICo.2:7; Ef.3:10) . A sabedoria  personificada na Pessoa do Senhor Jesus (Pv.8 e ICo.1:30; J.9:4; veja tambm J 12:13,16).  
9) Onipotncia  o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira.   
A onipotncia de Deus no significa o exerccio para fazer aquilo que  incoerente com a natureza das coisas, como, por exemplo, fazer que um fato do passado no 
tenha acontecido, ou traar entre dois pontos uma linha mais curta do que uma reta. Deus possui todo o poder que  coerente com Sua perfeio infinita, todo o poder 
para fazer tudo aquilo que  digno dEle. O poder de Deus  distinguido de duas maneiras:   
- Potentia Dei absoluta = absoluto poder de Deus e potentia Dei ordinata = poder ordenado de Deus. 
- Hodge e Shedd definem o poder absoluto de Deus como a eficincia divina, exercida sem a interveno de causas secundrias, e o poder ordenado como a eficincia 
de Deus, exercida pela ordenada operao de causas secundrias.   
- Chanock define o poder absoluto como aquele pelo qual Deus  capaz de fazer o que Ele no far, mas que tem possibilidade de ser feito, e o poder ordenado como 
o poder pelo qual Deus faz o que decretou fazer, isto , o que Ele ordenou ou marcou para ser posto em exerccio; os quais no so poderes distintos, mas um e o 
mesmo poder. O seu poder ordenado  parte do seu poder absoluto, pois se Ele no tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, no teria poder para fazer tudo 
o que Ele deseja. Podemos, portanto, definir o poder ordenado de Deus como a perfeio pela qual Ele, mediante o simples exerccio de Sua vontade, pode realizar 
tudo quanto est presente em Sua vontade ou conselho. E' bvio, porm, que Deus pode realizar coisas que a Sua vontade no desejou realizar (Gn.18:14; Jr.32:27; 
Zc.8:6; Mt.3:9; Mt.26:53). Entretanto h muitas coisas que Deus no pode realizar. Ele no pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo (Nm.23:19; ISm.15:29; 
IITm.2:13; Hb.6:18; Tg.1:13,17; Hb.1:13; Tt.1:3), isto porque no h poder absoluto em Deus, divorciado de Sua perfeies, e em virtude do qual Ele pudesse fazer 
todo tipo de coisas contraditrias entre Si (J.11:7). Deus faz somente aquilo que quer fazer (Sl.115:3; Sl.135:6).   
a)       El-Shaddai: A onipotncia de Deus se expressa no nome hebraico El-Shaddai traduzido por Todo-Poderoso (Gn.17:1; Ex.6:3; J.37:23 etc).  
b)        Em todas as coisas: A onipotncia de Deus abrange todas as coisas (ICr.29:12), o domnio sobre a natureza (Sl.107:25-29; Na.1:5,6; Sl.33:6-9; Is.40:26; 
Mt.8:27; Jr.32:17; Rm.1:20), o domnio sobre a experincia humana (Sl.91:1; Dn.4:19-37; Ex.7:1-5; Tg.4:12-15; Pv.21:1; J.9:12; Mt.19:26; Lc.1:37), o domnio sobre 
as regies celestiais (Dn.4:35; Hb.1:13,14; J.1:12; J 2:6).   
c)       Na criao, na providncia e na redeno: Deus manifestou o seu poder na criao (Rm.4:17; Is.44:24), nas obras da providncia (ICr.29:11,12) e na redeno 
(Rm.1:16; ICo.1:24).   
10) Soberania ou Supremacia Atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Gn.14:19; Ne.9:6; 
Ex.18:11; Dt.10:14,17; ICr.29:11; IICr.20:6; Jr.27:5; At.17:24-26; Jd.4; Sl.22:28; 47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Ap.19:6).   
a) Vontade ou Auto-determinao: A perfeio de Deus pela qual Ele, num ato sumamente simples, dirige-se  Si mesmo como o Sumo Bem (deleita-se em Si mesmo como 
tal) e s Suas criaturas por amor do Seu nome (Is.48:9,11,14; Ez.20:9,14,22,44; Ez.36:21-23).   
A vontade de Deus recebe variadas classificaes, pois  ela so aplicadas diferentes palavras hebraicas (chaphets, tsebhu, ratson) e gregas (boule, thelema).   
-          Vontade Preceptiva: Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de Suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser desobedecida com freqncia 
(At.13:22; IJo.2:17; Dt.8:20). 
-          Vontade Decretria: Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que vir a acontecer, quer pretenda realiz-lo causativamente, quer permita que venha a ocorrer 
por meio da livre ao de suas criaturas (At.2:23; Is.46:9-11). A vontade decretria  sempre obedecida. A vontade decretria e a vontade preceptiva relacionam-se 
ao propsito em realizar algo. 
-          Vontade de Eudokia: Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com desejo de ver alguma coisa feita. Esta vontade, embora no se relacione 
com o propsito de fazer algo, mas sim com o prazer de fazer algo, contudo corresponde quilo que ser realizado com certeza, tal como acontece com a vontade decretria 
(Sl.115:3; Is.44:28; Is.55:11). 
-          Vontade de Eurestia: Na qual Deus deleita-se com prazer ao v-la cumprida por Suas criaturas. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas 
faam, mas que pode ser desobedecido, tal como acontece com a vontade preceptiva (Is.65:12). 
-          A vontade de eudokia no se refere somente ao bem, e nela no est sempre presente o elemento de deleite (Mt.11:26). A vontade de eudokia e a vontade 
de eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo. 
-          Vontade de Beneplacitum: Tambm chamada Vontade Secreta. Abrange todo o conselho secreto e oculto de Deus. Quando esta vontade nos  revelada, ela torna-se 
na Vontade do Signum ou Vontade Revelada. A distino entre a vontade de beneplacitum e a vontade de signum encontra-se em Deuteronomio.29:29. 
-          A vontade secreta  mencionada em Sl.115:3; Dn.4:17,25,32,35; Rm.9:18,19; Rm.11:33,34; Ef.1:5,9,11, enquanto que a vontade revelada  mencionada em Mt.7:21; 
Mt.12:50; Jo.4:34; Jo.7:17; Rm.12:2). Esta vontade est mui perto de ns (Dt.30:14; Rm.10:8). A vontade secreta de Deus pertence a todas as coisas que Ele quer efetuar 
ou permitir, tal como acontece na vontade decretria, sendo portanto, absolutamente fixa e irrevogvel.   

b) Liberdade: A perfeio de Deus no exerccio de Sua vontade. Deus age necessria e livremente. Assim como h conhecimento necessrio e conhecimento livre, h tambm 
uma voluntas necessria = vontade necessria e uma voluntas libera = vontade livre. Na vontade necessria Deus no est sob nenhuma compulso, mas age de acordo 
com a lei do Seu Ser, pois Ele necessariamente quer a Si prprio e quer a Sua natureza santa. Deus necessariamente se ama a Si prprio e Suas perfeies. As Suas 
criaturas so objetos de Sua vontade livre, pois Deus determina voluntariamente o que e quem Ele criar; e os tempos, lugares e circunstncias de suas vidas. Ele 
traa as veredas de todas as Suas criaturas, determina o seu destino e as utiliza para Seus propsitos (J.ll:10; J.23:13,14; J.33:13. Pv.16:4; Pv.21:1; Is.10:15; 
Is.29:16; Is.45:9; Mt.20:15; Ap.4:11;Rm.9:15-22; ICo.12:11).   

C) Atributos Morais:   

1) Santidade:  a perfeio de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantm a Sua excelncia moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas 
criaturas. Ser Santo vem do hebraico qadash que significa cortar ou separar. Neste sentido tambm o Novo testamento utiliza as palavras gregas hagiazo e hagios. 
A santidade de Deus possui dois diferentes aspectos, podendo ser positiva ou negativa (Hb.1:9;Am.5:15; Rm.12:9).   
a)       Santidade Positiva: Expressa excelncia moral de Deus na qual Ele  absolutamente perfeito, puro e ntegro em Sua natureza e Seu carter (IJo.1:5; Is.57:15; 
IPe.1:15,16; Hc.1:13). A santidade positiva  amor ao bem.   
b)       Santidade Negativa: Significa que Deus  inteiramente separado de tudo quanto  mal e de tudo quanto o aborrece (Lv.11:43-45; Dt.23:14; J.34:10; Pv.15:9,26; 
Is.59:1,2; Lc.20:26; Hc. 1:13; Pv.6:16-19; Dt.25:16; Sl.5:4-6). A santidade negativa  dio ao mal. 
Alm de possuir dois aspectos a santidade de Deus possui tambm duas maneiras diferentes de manifestar-se:   
c)       Retido: Tambm chamada justia absoluta,  a retido da natureza divina, em virtude da qual Ele  infinitamente Reto em Si mesmo (santidade legislativa). 
Sl.145:17; Jr.12:1; Jo.17:25; Sl.116:5; Ed.9:15.   
d)       Justia: Tambm chamada justia relativa,  a execuo da retido ou a expresso da justia absoluta (santidade judicial). Strong a chama de santidade transitiva. 
A retido  a fonte da Santidade de Deus, a justia  a demonstrao de Sua santidade. 
A justia de Deus pode ser retributiva e remunerativa. A justia retributiva se divide em punitiva e corretiva. A justia punitiva  aquela pela qual Deus pune os 
pecadores pela transgresso de Suas leis. Esta justia de Deus exige a execuo das penalidades impostas por Suas leis (Sl.3:5;11:4-7 Dt.32:4; Dn.9:12,14; Ex.9:23-27;34:7). 
A justia corretiva  aquela pela qual Deus "pune" Seus filhos para corrigi-los (Hb.12:6,7). Aqueles que no so Seus filhos, Deus pune como um Juiz Severo (Rm.11:22; 
Hb.10:31), mas aos Seus filhos, Deus "pune" (corrige) como um Pai Amoroso (Jr.10:24;30:11;46:28; Sl.89:30-33; ICr.21:13) A justia remunerativa  aquela pela qual 
Deus recompensa, com Suas bnos, aos homens pela obedincia de Suas leis (Hb.6:10; IITm.4:8; ICo.4:5;3:11-15; Rm.2:6-10; IIJo.8)   
e) Ira: Esta deve ser considerada como um aspecto negativo da santidade de Deus, pois em Sua ira Deus aborrece o pecado e odeia tudo quanto contraria Sua santidade 
(Dt.32:39-41; Rm.11:22; Sl.95:11; Dt.1:34-37; Sl.95:11). Podemos, ento, dizer que a ira  a manifestao da santidade negativa de Deus (Rm.1:18; IITs.1:5-10; Rm.5:9 
etc). A ira  tambm designada de severidade (Rm.11:22).   

2) Bondade:   uma concepo genrica incluindo diversas variedades que se distinguem de acordo com os seus objetos. Bondade  perfeio absoluta e felicidade perfeita 
em Si mesmo (Mc.10:18; Lc.18:18,19; Sl.33:5; Sl.119:68; Sl.107:8; Na.1:7).   
A bondade implica na disposio de transmitir felicidade.   
a) Benevolncia:  a bondade de Deus para com Suas criaturas em geral. E' a perfeio de Deus que O leva a tratar benvola e generosamente todas as Suas criaturas 
(Sl.145:9,15,16; Sl.36:6;104:21; Mt.5:45;6:26; Lc.6:35; At.14:17). 
Thiessen define benevolncia como a afeio que Deus sente e manifesta para com Suas criaturas sensveis e racionais. Ela resulta do fato de que a criatura  obra 
Sua; Ele no pode odiar qualquer coisa que tenha feito (J.14:15) mas apenas quilo que foi acrescentado  Sua obra, que  o pecado (Ec.7:29).   
b) Beneficncia: Enquanto que a benevolncia  a bondade de Deus considerada em sua inteno ou disposio, a beneficncia  a bondade em ao, quando seus atributos 
so conferidos.   
c) Complacncia:  a aprovao s boas aes ou disposies.  aquilo em Deus que aprova todas as Suas prprias perfeies como tambm aquilo que se conforma com 
Ele (Sl.35:27; Sl.51:6; Is.42:1; Mt.3:17; Hb.13:16).   
d) Longanimidade ou Pacincia: O hebraico emprega a palavra erek'aph que significa grande de rosto e da tambm lento para a ira. O grego emprega makrothymia




 que significa ira longe. Portanto longanimidade  o aspecto da bondade de Deus em virtude do qual Ele tolera os pecadores, a despeito de sua prolongada desobedincia. 
A longanimidade revela-se no adiamento do merecido julgamento (Ex.34:6; Sl.86:15; Rm.2:4; Rm.9:22; IPe.3:20; IIPe.3:15)   
e) Misericrdia: Tambm expressa pelos sinnimos compaixo, compassividade, piedade, benignidade, clemncia e generosidade. No hebraico usa-se as palavras chesed 
e racham e no grego eleos.  a bondade de Deus demonstrada para com os que se acham na misria ou na desgraa, independentemente dos seus mritos (Dt.5:10; Sl.57:10; 
Sl.86:5; ICr.16:34; IICr.7:6; Sl.116:5; Sl.136; Ed.3:11; Sl.145:9; Ez.18:23,32; Ex.33:11; Lc.6:35; Sl.143:12; J 6:14). 
A pacincia difere da misericrdia apenas na considerao formal do objeto, pois a misericrdia considera a criatura como infeliz, a pacincia considera a criatura 
como criminosa; a misericrdia tem pena do ser humano em sua infelicidade, a pacincia tolera o pecado que gerou a infelicidade. A infelicidade e sofrimento deriva-se 
de um justo desagrado divino, portanto exercer misericrdia  o ato divino de livrar o pecador do sofrimento pelo qual ele justamente e merecidamente deveria passar, 
como conseqncia do desagrado divino.  
f) Graa:  a bondade de Deus exercida em prol da pessoa indigna. Portanto graa  o ato divino de conceder ao pecador toda a bondade de Deus a qual ele no merece 
receber (Ex.33:19). 
Na misericrdia Deus suspende o sofrimento merecido, na graa Deus concede bnos no merecidas. Todo pecador merece ir para o inferno; assim Deus exerce Sua misericrdia 
livrando o pecador da condenao. Nenhum pecador merece ir para o paraso; assim Deus exerce a Sua graa doando ao pecador o privilgio de ir gratuitamente para 
o paraso. 
Essa diferena entre misericrdia e graa  notada em relao aos anjos que no caram. Deus nunca exerceu misericrdia para com eles, posto que jamais tiveram necessidade 
dela, pois no pecaram, nem ficaram debaixo dos efeitos da maldio. Todavia eles so objetos da livre e soberana graa de Deus pela qual foram eleitos (ITm.5:21) 
e preservados eternamente de pecado e colocados em posio de honra (Dn.7:10; IPe.3:22).   
g) Amor: A perfeio da natureza divina pela qual Ele  continuamente impelido a se comunicar. , entretanto, no apenas um impulso emocional, mas uma afeio racional 
e voluntria, sendo fundamentada na verdade e santidade e no exerccio da livre escolha. Este amor encontra seus objetos primrios nas diversas Pessoas da Trindade. 
Assim, o universo e o homem so desnecessrios para o exerccio do amor de Deus. Amor , portanto, a perfeio de Deus pela qual Ele  movido eternamente  Sua prpria 
comunicao. Ele ama a Si mesmo, Suas virtudes, Sua obra e Seus dons.   
3) Verdade:  a consonncia daquilo que  asseverado com o que pensa a Pessoa que fez a asseverao. Neste sentido a verdade  um atributo exclusivamente divino,
pois com freqncia os homens erram nos testemunhos que prestam, simplesmente por estarem equivocados a respeito dos fatos, ou ento por pura incapacidade fracassam
em promessas que fizeram com honestas intenes. Mas a oniscincia de Deus impede que Ele chegue a cometer qualquer equvoco, e a Sua onipotncia e imutabilidade
asseguram o cumprimento de Suas intenes (Dt.32:4; Sl.119:142; Jo.8:26; Rm.3:4; Tt.1:2; Nm.23:19; Hb.6:18; Ap.3:7; Jo.17:3; IJo.5:20; Jr.10:10; Jo.3:33; ITs.1:9;
Ap.6:10; Sl.31:5; Jr.5:3; Is.25:1). Ao exerc-la para com a criatura, a verdade de Deus  conhecida como sua veracidade e fidelidade.
a)       Veracidade: Consiste nas declaraes que Deus faz a respeito das coisas, conforme elas so, e se relaciona com o que Ele revelou sobre Si mesmo. A veracidade
fundamenta-se na oniscincia de Deus.
b)       Fidelidade: Consiste no exato cumprimento de Suas promessas ou ameaas. A fidelidade fundamenta-se na Sua onipotncia e imutabilidade (Dt.7:9; Sl.36:5;
ICo.1:9; Hb.10:23; Dt.4:24; IITm.2:13; Sl.89:8; Lm.3:23; Sl.119:138; Sl.119:75; Sl.89:32,33; ITs.5:24; IPe.4:19; Hb.10:23).
